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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Livros que eu li e recomendo (ou não)

Estou muito ansioso. 
Valdir passeia no novo calçadão de Itanhaém - SP
Demais, até.
Ás vezes, acordo no meio da noite para pensar em muitas coisas. Como, por exemplo: Qual gênero devo escrever para publicar um livro?
Quais idéias devo acrescentar?
Por onde começar? Por onde manter? E por onde finalizar?

As aulas na faculdade finalmente começaram. Mas as matérias darão início aos conteúdos a partir de terça, dia 10/02. E eu estou buscando livros para comprar e ler, e assim exercitar a gramática, ortografia e a leitura também. Tudo isso para iniciar a minha graduação em Letras com o pé direito - Mas também estou tentando exercitar minhas habilidades para, então, conseguir escrever uma história legível. E é aí que eu me engasgo -.

Desde que comecei a escrever, me apeguei por dois gêneros: Terror/Suspense e Drama/Ficção. Estou passando por problemas psicológicos em relação às escolhas, porque quando tenho uma ideia para escrever um conto de suspense, me vem à mente outras idéias para um romance dramático. E pior: As idéias de histórias inacabadas surgem como mágica. ASSIM NÃO DÁ!!

Mas, bem... Creio que é crise de escritor. Aquela famosa fase do bloqueio. Se bem que não estou bloqueado. As idéias estão fluindo. Mas na hora de colocar em prática, estou salivando por escrever todas elas de uma vez. E eu sei que se continuar assim não conseguirei escrever nada. 

Enfim... Problemas à parte, estou aqui para indicar - ou contra-indicar - alguns livros que li durante esses meses. Como eu tenho um gosto bem eclético para leituras (tirando livros poéticos, que particularmente odeio, mas precisarei aprender a gostar, pois a faculdade demanda), comentarei sobre dois livros: Um de suspense, e outro de drama. Os dois são bem conhecidos no mundo da leitura, e é possível que eu seja criticado por comentar o drama, já que ele se transformou em filme. E os haters odeiam pessoas que já leram livros que viraram filmes.

Não estou falando de Harry Potter, nem Crônicas de Nárnia. Até porque só li o segundo citado. Harry Potter tem muitos detalhes e, na época, eu não estava adaptado a este tipo de leitura.

O livro que eu li e, com ele, ri e chorei, foi exatamente esse que passou pela sua cabeça agora ( Se não passou, desculpe. Não sou mágico). Estou falando de um livro que, metaforicamente, culpa as estrelas pelas consequências da vida.
A culpa é das Estrelas. Lançado em 2012 por John Green
- OKAY?
- OKAY.

O livro é ótimo (na minha opinião). Mas eu juro que essa palavra acima repetida várias e várias vezes me deixou puto! Porque eu me senti lendo um trecho de alguém que sofria de distúrbios mentais, ou ouvindo um cd comprado na feira de sábado que simplesmente, de uma hora para outra, trava e todos os seus amigos começam a rir e te chamar de pobre.

Fora isso, a história - que 90% do mundo já deve conhecer - narra a vida de Hazel Grace, uma jovem de 16 anos que morava bem alí ( sim, a carinha que mora bem alí). Sua vida seria normalmente normal se ela não tivesse um câncerzinho na tireóide, Fora isso ( e a sua expectativa de vida que diminuiu drasticamente devido a doença), sua vida é normal.
Para ficar ainda mais normal, seus pais a convenceram de frequentar uma reunião de jovens que estão no mesmo estado da garota. E a conclusão disso é uma série de confissões de jovens emos que achavam que suas vidas acabariam por causa do câncer. É um pouco triste. Mas o autor, John Green, nos traz elementos cômicos que deixam a história um pouco menos dramática e sem aquele peso de novela mexicana.
Nessa reunião, Hazel conheceu um modelinho da capricho sorridente chamado Augustus ( apelidado de Gus). Ele, aparentemente, parecia que levava a vida à toa, sorrindo e tudo mais... Porém, ele também tinha câncer (por sua vez, na perna), mas fazia questão de não tratá-lo como um peso na vida. 

Não é preciso dizer que os dois vão se conhecer, e se apaixonar. Vão transar (Hazel vai perder a virgindade com Gus), e o final será feliz (Só que não. Porque vocês sabem que alguém sempre morre no final desses dramas). Mas o legal dessa história de amor e superação é a forma como o personagem Augustus trata de vencer o obstáculo invencível, que é o câncer. E isso, de certa forma, acabou contagiando Hazel - que, antes de conhecê-lo, não enxergava o mar no horizonte da praia. Sua vida tinha acabado no momento em que a doença havia se apossado de seu corpo. E conhecendo Gus, ela teve novamente um motivo para sorrir e respirar muito além dos tubos de oxigênio enfiados em seu nariz.

Eu não vou detalhar toda a história, porque isso cansa, e se vocês quisessem ler comprariam o livro ( Mas eu acredito que todos aqui já leram, ou viram o filme. Então, sabem de tudo o que estou narrando aqui). No entanto, é legal eu destacar a minha visão do livro: Eu gostei.
Gostei. Gostei. Gostei demais, sabe? Eu chorei, ri, senti pena, senti alegria... Convivi com aqueles personagens. Tudo porque o sentido de vida que Hazel Grace ganhou ao conhecer o Gus eu também ganhei, de forma diferente. Percebi que a vida é muito mais do que doenças e contas a pagar, guerras e política. A vida é muito mais do que protestar por tarifa de ônibus, discriminar diferentes tipos de orientações sexuais, enfim... Apesar de todos esses problemas e fracassos, a vida é feita de escolhas. E duas delas são decisivas na vida: Ser feliz? Ou não ser feliz?
E não há resposta mais concreta que SIM ou NÃO. Se você diz SIM, de algum modo, você vai correr atrás dos seus objetivos, vai enxergar as consequências da vida com outras pupilas. Vai sorrir mais, vai memorizar cada pequeno - mínimo - momento de felicidade, de distração, de prazer... Porque o mundo é tão catastrófico que nós esquecemos dos bons momentos. E ai eles passam despercebidos.
Hazel Grace tinha tudo que uma adolescente mimada feliz gostaria de ter: Família, amigos, casa, vida. Mas o câncer que a culminava deixava o seu medo maior do que sua vivacidade. Nada tinha sentido para ela, já que no fim das contas a morte era certa. E ela estava tentando poupar laços de amizade para não fazê-los sofrer no futuro.
Querida Hazel, estou feliz por você encontrar sua vivacidade em um garoto. Você se apegou a algo que te fez feliz, e conseguiu trazer para toda a sua vida.
Devemos fazer o mesmo, queridos. Temos um mundo repleto de guerras, política incorreta, desgraças e muita tristeza. Mas existe algo em sua vida que te faz bem, sorrir, alegrar-se. Mesmo que seja uma coisa mínima, mesmo que seja um objeto, mesmo que seja ver um filme, um seriado, sair com os amigos, namorar, ou - como eu - escrever... Apegue-se ao que você mais gosta! Porque isso é o que vai te dar sentido à vida. E é através disso que você vai superar todos os obstáculos.
Nós temos o poder de encontrar a felicidade. Basta tirar esses óculos que embaçam a sua visão e abraçar o melhor que o mundo pode oferecer. 

Outra situação que o livro aborda e eu trago para a realidade é o fato de viver intensamente, com as pessoas que gostamos. Porque não é a Hazel que morre (Não vou contar quem, mas é fácil especular). Porém, graças ao amor que sentia por Gus e pela vida que tinha, após conhecê-lo, a garota pudera dar um adeus e perceber que eles tinham aproveitado o melhor da vida. E ela ainda teria de aproveitar, porque lá no céu nascera uma estrela brilhante, que a encarava todas as noites de céu aberto. E Hazel estava feliz por contemplar aquele brilho.
E sua felicidade era por culpa, nada mais, nada menos que da estrela.
Eu recomendo!

No próximo Post, comentarei sobre o Livro de Suspense que me serviu - e serve - de inspiração para a criação de contos e romances de arrepiar!
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Até mais!